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Invenção do Amor

Nas tuas mãos repousa a minha vida
Falta-me um gesto teu para acordar
Pássaro triste, asa enfraquecida
Sem o teu corpo, o céu para voar
Nas tuas mão deixei a minha vida
Parar

Se tu soubesses tudo o que eu invento
Se adivinhasses quando eu te chamo
Amiga, noiva, nardo, irmã, lamento
Rosa de ausência que desfolho e amo
Se tu soubesses como o tempo é lento
Esperando

Tu voltarias como o sol na Primavera
Trazendo molhos de palavras como cravos
Trazendo o grito de uma força que se espera
E cheira a ceiva, medronhos bravos

Tu voltarias como a chuva no Outono
Trazendo molhos de palavras como nuvens
Trazendo a calma que abre as portas para o sonho
Trazendo o corpo sabendo a uvas, tu voltarias
Cantando

Das minhas mãos renasce a nossa vida
E sei que posso falar-te a toda a hora
Basta cantar-te para possuir-te
És o sítio onde o canto se demora
Estou a inventar-te e a destruir-te
Agora
Agora

Ary dos Santos

2 comments

Mais um poema magnífico. Graças a este blogue tornei-me um admirador do Ary ^^. Tenho vindo cá com alguma regularidade, tal como tinha dito no meu primeiro comentário no "Poeta castrado, NÃO!", embora não seja um comentador assiduo :P.

Acho que tens um excelente blogue. Eu também escrevo em dois, um dos quais criei devido ao meu gosto pela poesia.

Já agora, gostas de Zeca Afonso?

Olá, muito obrigada por passares por cá! Quem não tem vindo cá muitas vezes sou eu... vamos ver se isso muda (:
Sim, gosto muito do Zeca :p
Vou espreitar os teus blogs... ;)

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